ISO 9001:2015 – fornecedor de produto, de serviço ou terceirização?

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Um ponto crítico de toda cadeia produtiva é a interação cliente-fornecedor.

Quando a organização está no papel de cliente, na versão 2015 da norma ISO 9001, esse tema é tratado na cláusula 8.4. Que tem o título de “controle de processos, produto e serviços providos externamente”. Longo, sem dúvida.

Por que não apenas “aquisição” como na versão anterior? Porque os requisitos atuais se tornaram bem mais complexos. Incluindo também questões relativas à terceirização que na versão anterior eram tratadas em outra cláusula e de modo mais geral.

Sintomático disso é a mudança de nomenclatura.

O termo “supplier” – literalmente: fornecedor – foi substituído por “provider” – que também pode significar fornecedor. Mas é mais abrangente e foi traduzido como “provedor”. Quem se lembra de que, até a versão 94 da norma, os fornecedores eram tratados por “subcontratados” sabe que tais trocas de terminologia atendem a um objetivo de atualização conceitual.

E ainda que a palavra terceirização não seja especificamente utilizada na descrição da cláusula, não é difícil perceber a aplicação do conceito “terceirizar”, quando se verifica o seu significado a partir da norma ISO 9000:2015. – Fundamento e Vocabulário: “fazer um arranjo onde uma organização externa desempenha parte de uma função ou processo de uma organização”.

Assim, fica mais fácil entender a distinção que a Norma ISO 9001:2015 faz entre os provedores de produtos e serviços e os provedores de processos. E daqueles que que proveem produtos e serviços diretamente ao cliente “em nome da organização”.

Os primeiros forneceriam produtos e serviços destinados à incorporação ao produto ou serviço da organização. Entre os dois últimos, se incluiriam os que classicamente tratamos por processos terceirizados.

Lembrando que uma “organização externa” é aquela que está fora do escopo do sistema de gestão. Mas a função ou processo terceirizado está dentro do escopo.

E, justamente por serem providos por “organização externa”, a norma requer que a organização assegure que permaneçam sob o controle do seu sistema de gestão da qualidade.

Não por menos, a norma requer que a organização comunique aos seus provedores externos as interações entre eles e a organização. E quais serão os controles e monitoramentos do fornecedor externo que serão aplicados pela organização.

Retomando assim o conceito de que a terceirização não exime a organização da responsabilidade de estar em conformidade com todos os requisitos dos clientes e com os requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis. Como já era expresso na versão anterior.

Outra questão a ser verificada em relação aos processos terceirizados são os requisitos referentes a 7.2 – competência e 7.3. Conscientização que agora se aplicam às pessoas que realizam trabalhos sob o controle da organização.

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